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Craque
do passado
Sezefredo Costa, conhecido nas décadas
de 30 e de 40 como Cardeal, integrante do selecionado grupo formado por Pelé,
Garrincha, Zizinho, Leônidas e uns pouquíssimos outros. O apelido
era por que ele sempre jogava com a cabeça coberta por um gorro vermelho.
Cardeal despontou para o Brasil e para a América do Sul, quando deu
ao seu clube de coração, o antigo Regimento de Pelotas, o campeonato
estadual do ano de 1935, derrotando o Grêmio
na capital. Depois Cardeal partiu, convocado para comandar o ataque da Seleção
Brasileira, em 1937, brilhando no Sul-Americano; quando começaram a
surgir as propostas: De Montevidéu, de Buenos Aires, do Rio de Janeiro,
de São Paulo. Ele acabou firmando contrato com o campeão uruguai
Nacional.
Quando Sezefredo Costa, percebeu que seu fim estava chegando, viajou para
Montevidéu, pobre, sem recursos, só uma porta existia na qual
ele poderia bater para enfrentar seus últimos dias. E o Nacional foi
admirável com o ex-idólatra craque, manteve Cardeal hospitalizado,
com toda a assistência que ele precisava, até o dia de sua morte.
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